sábado, 27 de outubro de 2012

ESCOLHENDO UM CAMINHO...

Quando eu era criança estudava a vida pela Cartilha Caminho Suave, até hoje me lembro dos desenhos que simbolizavam a palavra... Tudo em nome da alfabetização.




Cresci e a Cartilha que eu seguia era da minha mãe, até que ela se casasse novamente eu eu teria uma nova Cartilha: a Cartilha Familiar.



Claro e evidente que as cartilhas se misturavam, e uma completava a outra, afinal do que vale a educação do lar sem a cultura que nos tira da ignorância da mesmice ou das repetições familiares...



Quando você vai crescendo, vai aprendendo outras palavras, outros conhecimentos, outras razões para pode viver e assim, aparecem as paqueras, os namorados com as Cartilhas deles... Como as paixões nos levam à mistura de tudo, mesclamos nossa Cartilha com a deles, e as vezes até encontramos capítulos muitos semelhantes.



Não sei dizer se depois que você mescla Cartilhas, você faz uma única, provavelmente sim, mas o tempo para isso deverá variar de acordo com o aprendizado fixado por cada um.



Se você casa, você passa a conhecer a Cartilha mesclada do seu par (porque após sair de casa, espera-se que seu parceiro ou sua parceira,, escrevam a própria cartilha) e tendo a sua Cartilha mesclada, dá um bom arranjo de combinações muito variadas... Também não sei dizer como é que de tantas mesclas se faz uma, mas o fato é que parece que a Cartilha do Casamento tem como base a dos seus pais, tem algumas lições que foram deletadas e outras inseridas, mas há muitas re-arrumadas...



Os filhos nascem, e agora a Cartilha do casamento terá reajustes... Se você é filha única, como eu por exemplo, e tem mais de um filho...terá que inventar outras Cartilhas, baseadas em outras vidas, porque cada filho é um filho, e cada um tem necessidade diversa do outro.



E eu me lembrava do Caminho Suave.... Eu não precisava esquentar a cabeça, a professora ensinava, e eu apenas cumpria meu dever de estudante. Agora? Agora eu tinha que ler depressa, rever padrões que eu não admirava, criar experiências não vividas mas imaginadas, e que no final a Cartilha do Bem, da Moral e dos Bons Costumes fosse seguida...



Claro que eu tive e tenho filhas excelentes, espíritos amigos, que chegaram para mudar minha vida, e com elas fui aprendendo a Cartilha da Filha que Vive... Agora eu tinha duas excelentes professoras para coordenar minha escrita, porque se eu escrevia de um jeito elas me mostravam o que era bom e o que não era, deletei, reescrevi, reescrevi muuuuiiito.



Acho que de tanto reescrever, acabei nem sabendo qual era a minha....rsrsrsrs (risos). Fui fazer terapia, buscar ajuda porque eu estava com a vista embaralhada de tanto ler e a mão doendo de tanto escrever...



Quando se separa no casamento, como aconteceu comigo, depois de 26 anos de Cartilhas diversas, você se depara com uma nova Cartilha: a Cartilha de estar só. Como é isso? Sei lá, é um misto de não sei o quê com um não sei que lá...rsrsrsr (risos). E eu já tinha alguns capítulos de separações nas Cartilhas mescladas...



Respiro fundo... Olho para trás e procuro reler as Cartilhas de pessoas importantes na minha vida, capítulos escritos com lágrimas, risos e muito amor... Tento extrair de todas as Cartilhas, de todo o sentimento que me toma o ser quando me lembro dos que cruzaram meu caminho, e acabo encontrando lenitivos, palavras mais gentis, as vezes e muitas das vezes, encontrei-me na Cartilha do Outro, e eu nem sabia que eu era daquele jeito. Foi um grande Resgate de mim mesmo.



Li capítulos onde escreveram minhas qualidades e fiquei enaltecida, e, também li os capítulos em que fui tripudiada, escangalhada - como dizia minha avó Alice, enganada, enfim... Capítulos que me fizeram ser um nada, mas me tornaram um TUDO.



Ri de capítulos escritos por namorados, e em muitos deles chorei de emoção, equilibrei forças para seguir, e em muitos deles me fortaleci enquanto mulher.



Tive grandes capítulos de amigos, tanto dos vivos no corpo quanto dos que já deixaram o corpo físico e vibram em espírito para que eu continue indo à frente...



Ontem por exemplo, quando terminou a novela Gabriela, me lembrei de um capítulo meu na Cartilha de um amigo que me dizia: “VOCÊ LUCIANA tá igual à Gabriela: nasceu assim, cresceu assim e vai ser sempre assim...”.



Mas que nada. Entendi agora revendo a novela, que Gabriela além do grande amor à Nassib, era muito ingênua, simples e simplória, que ensinou a muitos personagens o valor do perdão, da aceitação e do reconhecimento. E daí sim eu realmente achei que eu era um pouco de Gabriela...



Percebo que se não presto atenção nos capítulos lidos de mim, no outro, as vezes eu acreditaria no outro.



Agora Luciana, o que você vai fazer? Que caminho vai seguir?

Não sei...

Estou pedindo a Deus que o Bem prevaleça, o Amor seja constante, e que não me faltem a Coragem e a Fé.

Começo agora escrever a MINHA PRÓPRIA CARTILHA!

Essa página é o prefácio, pois afinal se você caro leitor, não me conhece, irá vibrar com meu passado, se emocionará com algumas situações tratadas, e sorrirá muito das minhas aventuras... Mas com certeza ao ler MINHA PRÓPRIA CARTILHA, você terá a certeza de que AMOR e FÉ foram os pilares do meu EU!

Um abraço, e, até o lançamento da MINHA PRÓPRIA CARTILHA...

Luciana Di Pietro Magri - 27/10/2012- Sábado.

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